Eu quando era criança falava que seria detetive. Sempre amei tudo o que envolvesse mistério, segredos e investigação.
O primeiro livro que me marcou foi A droga da obediência, do Pedro Bandeira. Uma história de um grupo de estudantes que investiga desaparecimentos ligados a uma perigosa substância de controle mental, que tem como objetivo eliminar a liberdade de pensamento das pessoas.
Coincidência? Acho que não! 😅
Passei a infância e adolescência entre livros e caderno; lendo, escrevendo no meu diário e criando histórias, sem saber que mais tarde tudo faria sentido e a menina que queria ser detetive encontraria a sua verdadeira paixão.
No meio do caminho, muitas escolhas foram feitas e experiências vividas até chegar em 2020, quando voltei a escrever em meus cadernos e sem perceber, iniciava meu processo de escrita terapêutica.
Página após página eu desvenda a o meu próprio enigma e encontrava as respostas para as perguntas que me faziam ficar noites acordadas questionando o sentido da minha existência e o porquê mesmo conquistando o que falavam ser o sucesso, eu continuava a me sentir vazia e mentalmente exausta.
Hoje, escrevo não apenas como arte, mas como uma maneira de compreender quem sou. Coloco em palavras aquilo que não foi dito e resgato do inconsciente partes que precisam se tornar visíveis.
Todos os dias abro uma página (ou várias) para transbordar sobre os meus dias, o que estou sentindo e fazendo para continuar construindo a vida criativa que sempre sonhei.
A detetive da infância cresceu, encontrou na psicanálise e na escrita o caminho investigativo para continuar desvendando os maiores mistérios de todos, os da nossa essência ✨
Cada palavra escrita é uma pista de volta pra casa! Como você vem decifrando a sua história? Se sentir, conta comigo nessa investigação!